Quando o grogue o deixa mais solto, relaxa ao ponto de contar histórias como a do seu nascimento prematuro quando a mãe se acagaçou com a horda de adeptos do Barcelona que espalharam o caos em Inglaterra durante a final da Taça dos Campeões Europeus. Sóbrio, torna-se defensivo e até arrogante. As suas ideias sobre a natureza humana e a primazia da segurança sobre a autoridade explicam o sucesso do discurso de defesa do autoritarismo de certos políticos, como se pode ler aqui, aqui e aqui.
Thomas Hobbes foi um dos principais teóricos do pensamento político moderno, conhecido pela sua visão realista e, por vezes, pessimista da natureza humana. Na sua obra mais famosa, Leviatã, defende que, no estado de natureza, os seres humanos vivem em constante conflito — uma “guerra de todos contra todos” — motivados pelo medo, pelo interesse próprio e pela busca de poder.
Para evitar o caos e garantir a segurança, Hobbes propôs a criação de um contrato social em que os indivíduos cedem parte da sua liberdade a uma autoridade soberana forte. Esse poder central, quase absoluto, seria responsável por manter a ordem e impedir o regresso à violência generalizada. As suas ideias tiveram grande influência no desenvolvimento da filosofia política e continuam a ser debatidas na reflexão sobre o papel do Estado e da autoridade.
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Thomas Hobbes: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Thomas_Hobbes_by_John_Michael_Wright_(2).jpg
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